quinta-feira, 11 de agosto de 2016

O Grande Rebote : Seria esse o inicio de tudo ou só um recomeço?


Um novo estudo sobre o surgimento do universo sugere que tudo que conhecemos pode ter surgido de uma forma bem diferente do que as teorias mais aceitas atualmente . Ao invés de ter sido gerado a partir da explosão que conhecemos como Big Bang, o universo atual poderia ter sido apenas um momento de reinício de um outro já existente.
Nesse caso, a contração de um universo anterior por meio de um colapso gravitacional teria colocado um fim na existência das coisas. A partir daí, durante uma nova fase de expansão, o universo em que vivemos atualmente teria passado a surgir. Ao invés do princípio de tudo, estaríamos apenas vivendo uma espécie de “reboot” universal.
A ciência sabe que o processo de expansão do universo, atualmente, é real. As teorias mais comuns apontam que essa expansão é um efeito gerado pelo Big Bang. Uma concentração densa e quente teria explodido e se expandido, gerando o tempo, matéria e universo que conhecemos. Mas e se, na verdade, não tivesse sido bem assim?

O Grande Rebote



Assim como teorias apontam associações da expansão com o Big Bang, diversas outras teorias tentam refutar tudo isso. A ideia do Big Bounce (Grande Rebote, ou Grande Salto) foi sugerida pela primeira vez em 1922, mas na época não havia como explicar por meio de cálculos como poderiam ter ocorrido as transições de contração e expansão do universo.
Um estudo mais recente, porém, conseguiu explicar como tudo teria acontecido. O estudo foi publicado na Physical Review Letters por um time de pesquisadores da China e do Canadá e assinado por Steffen Gielen e Neil Turok. O trabalho das equipes foi fortemente influenciado pelas pesquisas de outros cientistas, como Martin Bojowald da Universidade da Pennsylvania, em 2007.
Atualmente, a física é guiada por duas grandes vertentes: a Teoria da Relatividade e a Teoria Quântica. Com a primeira, é possível explicar o comportamento dos corpos e matérias do universo, já com a segunda podemos compreender o comportamento de partículas subatômicas. Segundo a teoria sobre a nova origem do universo, no início ele era regido pelas mesmas leis.

Física Quântica


O que esse novo estudo propõe é que, no início, a lei vigente era a física quântica. Nesse contexto, existia uma espécie de simetria dos corpos e o universo era igual, mas toda matéria era encontrada na forma de partículas, e não em grandes estruturas como vemos atualmente.
Os cientistas fizeram algumas simulações em computador utilizando as equações propostas pelas teorias de gravidade quântica. Com os cálculos foi possível perceber que o universo se tornava cada vez mais denso, o que foi constatado no momento do Big Bang. Após se contrair, no entanto, o universo não se concentra em formas cada vez mais densas, rumo ao infinito, mas começa a se expandir novamente, o que seria o Big Bang que conhecemos.
Se a teoria estiver correta, o Big Bang pode até ter existido, mas não foi o começo de tudo, e sim a marcação de uma nova fase.
Fonte: ABC/ Seu history

sábado, 6 de agosto de 2016

De onde vem a consciência?


Você já parou para pensar de onde vem a sua consciência?

A consciência é um dos maiores mistérios do universo, 
afinal como você tem consciência de que você tem uma consciência?

Já parou para pensar que você pensa?

Faça um teste...

Tente não pensar por 30 segundos

Conseguiu?

Duvido!

Porque o próprio ato de não querer pensar é um pensamento!

É impossível parar de pensar!

E de onde surgem esses pensamentos?

Quer ver uma coisa que você não está atentando...

Já parou para pensar na complexidade 
que é ler o texto que você acabou de ler?

Como você sabe o que significa cada palavra?

Como você sabe o que eu estou querendo dizer
apenas lendo o que eu escrevo?

Mais um teste... 

Pense em uma maçã e feche os olhos por alguns segundos...

Como você consegue associar palavras a objetos? 

A cor da maçã que 99% de vocês pensaram era vermelha, não era?

Como você sabe o que vermelho significa?

E a sua memória?

Já parou para pensar na complexidade da sua memória?

Tem um joguinho que eu adoro... complete as músicas: 

2 hamburgueres, alface, queijo, molho especial...

O tempo passa, o tempo voa, mas a poupança...

Entra na minha casa, entra na minha vida...

Você conseguiu completar as músicas não conseguiu?

Mas notou que você pensou no ritmo em que ela era cantada?

Como você sabe a letra?

Como você sabe o ritmo?

Agora, pense no seu endereço...

Pense no seu telefone...

Como você gravou todos esses números?

De onde vem isso?

Já parou para pensar que sua mente é atemporal?

Como você consegue se lembrar do que aconteceu no passado?

Como você consegue perceber o que acontece agora?

Como você consegue imaginar o que vai acontecer no futuro?

Um milagre acontece todo dia quando pensamos!

Se você não vê nisso um milagre,
talvez você não tenha entendido a real complexidade do ato de pensar...

E ai, vem a pergunta inicial... 
de onde vem essa consciência?

Como na natureza o ser humano 
conseguiu ter um cérebro que funcione dessa forma?


A nossa consciência não é capaz de responder essa pergunta.



Antigamente, considerava-se que o lar da consciência era o coração. Com a evolução da ciência, os estudiosos e neurocientistas acreditam que é no cérebro que está a “voz de nossa razão”. No entanto, mesmo atualmente, há uma parcela de céticos que contestam essa informação.
O fato é que a neurociência prega que há relações precisas entre a atividade cerebral e funções mentais, estados ou experiências. O pesquisador Harold Pasher da Universidade da Califórnia acredita que as relações apresentadas pela neurociência são mais precisas do que deveriam, devido aos métodos atuais de medição, que não são ideais. Além disso, ele afirma que dificilmente, em pesquisas da neurociência, o método exato para a obtenção dessas relações é informado.
Apesar de alguns verem as queixas de Pasher como irrelevantes – já que, com o avanço da ciência, novos métodos mais exatos poderão ser desenvolvidos e comprovar que a consciência realmente está no cérebro – a discussão é um pouco mais profunda. Se a neurociência diz que é possível relacionar consciência com atividade cerebral, a mesma neurociência, uma ciência física, pode dizer o que a consciência humana realmente é.
Os céticos acreditam que essas relações não podem provar a consciência. Digamos, a sensação de frio e uma atividade no hemisfério esquerdo do cérebro (apenas um exemplo não científico) não são a mesma coisa e nem aspectos da mesma coisa. A própria definição de aspectos depende de uma consciência independente de atividades cerebrais.
É lógico que a sensação de frio depende de estímulos que acontecem no cérebro, mas esses estímulos não são a mesma coisa que a sensação de frio.
Além disso, há um problema sobre a memória. Nos acostumamos a pensar em nossas memórias como arquivos armazenados em algum lugar do nosso cérebro. Mas quando lembramos de alguma coisa, estamos pensando em algo que é explicitamente do passado. As sinapses, as ligações que nossos neurônios fazem e que, de acordo com a neurociência, formariam nossos pensamentos, são estruturas físicas e só possuem seu estado presente. De acordo com os céticos, elas não podem ter um senso de passado, como nós temos, ou seja, o passado não existe em uma forma física em nosso cérebro, apenas em nossa consciência, que não seria física.
A falha da ciência em explicar a consciência vem da natureza contraditória da tarefa. É impossível explicar aparências usando uma abordagem objetiva. Enquanto o cérebro for visto apenas como um órgão com massa determinada e estímulos e a consciência for buscada na forma de sinapses e ligações, os céticos acreditam que buscar a consciência no cérebro é uma missão impossível. 

Fonte: Hypesciense

terça-feira, 19 de julho de 2016

O Universo é imaterial-mental e espiritual - A consciência cria a realidade




“O fluxo de conhecimento está caminhando em direção a uma realidade não-mecânica; o universo começa a se parecer mais com um grande pensamento do que com uma grande máquina. A mente já não parece ser uma intrusa acidental no reino da matéria.Devemos superar isso, e aceitar a conclusão indiscutível.O universo é imaterial-mental e espiritual. “- RC Henry, Professor de Física e Astronomia da Universidade Johns Hopkins, “O Universo Mental”; Nature 436: 29,2005) fonte


“A consciência cria realidade”, uma declaração que ganhou muita atenção em vários meios de comunicação alternativos em todo o mundo. E não se engane, a consciência tem sido  – e tem sido por algum tempo –  estudada por numerosos cientistas, especialmente em sua relação com a física quântica e como ela pode ser correlacionada com a natureza da nossa realidade.

O que é a consciência? 


Consciência inclui uma série de coisas. É a forma como percebemos nosso mundo, nossos pensamentos, nossas intenções e muito mais.
“Buscar a consciência no cérebro é como olhar para rádio em busca do locutor. “- Nasseim Haramein
A afirmação de que “a consciência cria realidade” traz diferentes questões. Será que isso significa que nós, como indivíduos (e em um nível coletivo como uma raça humana) podemos moldar e criar qualquer realidade que gostaríamos para nós mesmos? Será que isso significa que podemos manifestar um certo estilo de vida, e atrair determinadas experiências? Isso acontece instantaneamente? Leva-se tempo? Como fazemos isso?
Embora ainda não seja possível responder essas perguntas com certeza científica absoluta, sabemos que sim, realmente existe uma correlação entre a consciência e o mundo material físico, de alguma maneira.  O alcance dessa correlação (de novo a partir de um ponto de vista científico moderno) ainda não é bem compreendido, mas sabemos dessa correlação, e sabemos que há  um forte significado.
“A conclusão fundamental da nova física também reconhece que o observador cria a realidade. Como observadores, estamos pessoalmente envolvidos com a criação da nossa própria realidade. Os físicos estão sendo obrigados a admitir que o universo é uma construção “mental”. Físico pioneiro Sir James Jeans 

O experimento da fenda dupla quântica


O experimento da fenda dupla quântica é uma experiência muito popular usada para examinar como a consciência e o nosso mundo material físico estão interligados. É um grande exemplo que documenta como os fatores associados à consciência e ao nosso mundo material físico estão ligados de alguma forma.
Uma revelação potencial dessa experiência é que “o observador cria a realidade.” Um artigo publicado na revista Physics Essays de Dean Radin, PhD, explica como esta experiência tem sido utilizada várias vezes para explorar o papel da consciência na formação da natureza da realidade física. (fonte)
Neste experimento, um sistema óptico de dupla fenda foi usado para testar o possível papel da consciência no colapso da função de onda quântica. A proporção da fenda espectral de potência dupla do padrão de interferência à sua única potência espectral fenda foi previsto diminuir quando a atenção estava voltada para a dupla fenda, em comparação estando longe dela. O estudo constatou que os fatores associados com a consciência “significativamente” estão correlacionados de maneira previstas com perturbações no padrão de interferência da dupla fenda. (fonte)
“A observação não somente causa interferência ao que será  medido, mas também produzem isto. Nós obrigamos o elétron a assumir uma posição definitiva. Nós mesmos produzimos  os resultados da medição.”(Fonte
Embora esta seja uma das experiências mais populares usadas para concluir a ligação entre a consciência e a realidade física, existem vários outros estudos que mostram claramente que a consciência, ou fatores que estão associados a esta consciência estão diretamente correlacionados com a nossa realidade de alguma forma. Uma série de experiências no campo da parapsicologia também já demonstraram isso.
Claro, podemos não entender a extensão desta ligação, e na maioria dos casos os cientistas não conseguem explicar através dos meios tradicionais de medição. No entanto, eles têm sido observados.

A Ciência moderna atual, especialmente a física quântica, tem vindo em encontro ao misticismo antigo. Um grande exemplo é o interesse da física quântica por temas como meditaçãoacupunturachacrasenergiasreiki e outros temas que já eram de conhecimento dos místicos milenares do Oriente. A conclusão é que tudo é energia , nada é sólido.
“Nós Somos o que pensamos, tudo o que somos surge com nossos pensamentos, com nossos pensamentos fazemos o mundo. “- Gautama Buda
“De um modo geral, embora existam algumas diferenças, acho que a filosofia budista e Mecânica Quântica podem apertar as mãos sobre a sua visão do mundo. Podemos ver nestes grandes exemplos os frutos do pensamento humano.”- Dalai Lama 
Então, por que isso é relevante? É relevante porque a nova física, como mencionado acima, está apontando para o fato de que o observador molda a realidade. A nossa forma de pensar e perceber poderia ser responsável e desempenham um papel vital na construção física que vemos diante de nós.
“Nenhum problema pode ser resolvido a partir do mesmo nível de consciência que o criou.” – Desconhecido
Se olharmos para o mundo e examiná-lo em um nível coletivo, o que vemos? Como podemos perceber isso? Neste momento, as massas nascem, vão à escola, pagam contas, criam sua família e encontram um “trabalho” dentro do atual paradigma para se sustentar. Esse é o mantra da vida moderna. Estamos como robôs, que são treinados a crer nessa realidade.
Existe uma espécie de lavagem cerebral para aceitar as coisas como elas são, sem questionar o que esta acontecendo por trás e para continuar com o status quo, só cuidar de nós mesmos e nossas próprias vidas. Como Noam Chomsky diria, o nosso consentimento foi fabricado. Se continuarmos por este caminho e continuarmos vendo a realidade, vamos, em essência, prolongar esse tipo de existência e experiência para a raça humana, sem nunca haver mudanças conscienciais e realmente consistentes.
Mas muitas pessoas no planeta não estão em ressonância com estas experiências. E estão mudando suas realidades através da própria consciência. O que muda a forma como percebemos a realidade? Informação. Quando uma nova informação surge, muda a forma como olhamos para as coisas e, como resultado, nossa realidade muda, e nós começamos a manifestar uma nova experiência e abrimos nossas mentes para uma visão mais ampla da realidade.
O que também é importante sobre os ensinamentos da nova física é que, se os fatores de consciência são associados com a criação da nossa realidade, isso significa que a mudança começa por dentro. Ela começa quando estamos observando o mundo exterior a partir do nosso mundo interior.
Então, pergunte a si mesmo, você está feliz?
Você está observando, percebendo e agindo a partir de um ponto de amor, da paz, da generosidade, da unicidade?  Ou do ponto de vista do ódio, da raiva, do rancor, do ciúme, do conflito? Lembre-se que a consciência cria realidade.
Somos de fato os observadores, podemos criar a mudança e quebrar padrões para abertura de novas possibilidades, mudar nossa direção, durante todo o caminho em que observarmos a nós mesmos, os outros e o mundo que nos rodeia.
Eu acredito que a raça humana está em processo de despertar para uma série de novas possibilidades diferentes, simultaneamente. Como resultado, a maneira como percebemos o mundo à nossa volta (em grande escala) está começando a mudar drasticamente. Então, se você quiser ajudar a mudar o mundo, mude sua maneira de olhar as coisas, e as coisas que você olha mudarão.
“Seja a mudança que você quer ver no mundo.” – Mahatma Ghandi
“Não há nada de novo a ser descoberto na física agora. Tudo o que resta é a medição mais precisa.”
Esta declaração (visão de mundo) foi escrita por Lord Kelvin em 1900, e  foi derrubada apenas cinco anos mais tarde, quando Einstein publicou seu artigo sobre a teoria da relatividade. As novas teorias propostas por Einstein desafiaram completamente o entendimento da época. Isto obrigou a comunidade científica a se abrir para uma visão alternativa sobre a verdadeira natureza da nossa realidade.

“Declarações como de  Lord Kelvin são paradigmas passados … Nós sabíamos que a Terra era plana, sabíamos que éramos o centro do universo, e sabíamos que um objeto mais pesado que o ar não poderia levantar o  voo. Através de todas as fases da história humana, as autoridades intelectuais têm pronunciado a sua supremacia, e que simplesmente não se encaixam no quadro de conhecimento aceito. Será que estamos realmente diferentes hoje? Será que realmente mudou a nossa aceitação em relação às coisas que não se encaixam no quadro vigente? Talvez existam conceitos de nossa realidade que ainda temos de compreender, e se abrirmos nossos olhos, talvez veremos que algo importante foi esquecido. “- Terje Toftenes (fonte).
Conclusão: Nós criamos nossa realidade, e a minha realidade pode não ser a mesma que a sua, mas podemos dizer que só porque você não enxerga a minha realidade ela não exista. Sabemos que ondas de rádios existem mas não ouviremos se não tivermos o equipamento adequado e estarmos sintonizados na mesma frequência. Tudo é questão de percepção. Mas respeito quem discorda conforme sua realidade.


quinta-feira, 14 de julho de 2016

Como é o inferno?


Inferno é um termo usado por diferentes religiões, mitologias e filosofias, representando a morada dos mortos, ou lugar de grande sofrimento e de condenação. Algumas pessoas não aceitam muito bem essa ideia, mas de qualquer maneira, como não dá para saber se o “inferno” realmente é um lugar existente ou não, o que nos resta é analisar algumas culturas e o que elas dizem sobre esse tema.

Como é o Inferno segundo diferentes culturas? Venha conhecer!!!!

Xibalbá


Esse é o nome do inferno para a Mitologia Maia. A palavra vem de Quiche Xibalbá, que significa “escondido”. É o reino subterrâneo onde regem as divindades Hun-Camé (doença) e Vucub-Camé (morte).
No Popol Vuh (livro documental da cultura maia) o mito dos gêmeos Hunahpú e Ixbalanqué é contado. No século XVI acreditava-se que Xilbabá era um lugar físico, por isso existe uma entrada numa caverna, perto da comunidade de Alta Verapaz y Cobán, na Guatemala.
Não se trata exatamente de um inferno mas, sim, um submundo, que é representado, como dissemos anteriormente, por doença e morte. para que se possa entrar existem escada muito íngremes, que conduzem a um rio, que corre ao longo de ravinas.
Após um longo caminho se chega a um cruzamento de quatro vias: vermelho, branco, amarelo e preto, sendo que esse último leva a Xibalbá.
Ali existem cinco casas: Casa Escura, onde só existem trevas; Casa do Frio, onde o vento sopra insuportável eternamente; Casa dos Jaguares, abarrotada desses animais; Casa dos Morcegos, onde há milhares deles voando, gritando incessantemente; e, a Casa das Facas, na qual só existem facas extremamente afiadas. Em outras partes do Popol Vuh fala-se de uma sexta casa, Casa do calor, onde só havia brasa e chamas.

Geena



É o inferno judeu, talvez por isso mais conhecido pelos cristãos. Como é um inferno judaico, aqui as almas ímpias são purificadas e ficam por volta de um ano, embora algumas, de tão ruins, permanecem pela eternidade.
O nome é derivado de um vale perto de Jerusalém (Ge Hinnom Valley), que serviu de metáfora para a entrada do mundo de punição. Anteriormente os seguidores do Deus Moloque sacrificavam as crianças em piras funerárias, desde então ficou a imagem de que é um lugar profundo e desolado, no qual as chamas queimam eternamente.

Duat



Esse é o lugar para onde os mortos egípcios iriam. Nos Antigo Texto dos Sarcófagos, Duat está descrito como um lugar governado por Osíris, o Deus dos Mortos. Neste livro há um mapa com a rota a ser feita por Duat.
Trata-se de um lugar semelhante à Terra mas, com um lado de fogo e paredes de ferro. Ao se aproximar de Duat, as almas deveriam passar pelas portas vigiadas por criaturas aterrorizantes, metade humanas, metade bestas, com nomes de “bebedores de sangue que vem do matadouro”.
Depois de atravessar as portas, o coração dos mortos é comparado com o peso de uma pena, se for mais pesado ele será devorado pelo demônio Ammut e em seguida deverá enfrentar a justiça e sofrer grande tortura.

Tuonela



De acordo com a Mitologia Finlandesa, Tuonela é o reino dos mortos, da mesma forma que Hades é o reino dos mortos na Mitologia Grega. É praticamente a continuação da vida na Terra porém, sombrio.
Aqueles que vão para Tuonela devem levar alguns aparelhos para sua sobrevivência, inclusive se permite visitação a parentes que ali estão, o problema é que, por vezes, a viagem até lá é mortal.
A pessoa (viva) deveria atravessar o rio Tuoni e pedir ajuda a Donzela da Morte, Tuonen Tyttö que, assim como Caronte, serve de guia até a pessoa falecida.
Este rio está cheio de cobras venenosas, mas em Tuonela não é aplicado qualquer castigo. É simplesmente um lugar para onde os mortos vão.

Naraka



Se trata de um inferno Budista. Muitas pessoas acreditam que no Budismo não há inferno, pois essa religião prega a reencarnação porém, essa não é uma verdade. O Samsara é a “roda da vida”, se trata de uma ação contínua, por exemplo, podemos encontrar lugares nos quais as almas são limpas e purificadas, para que possam ascender à outros planos e reencarnações mais elevadas.
A partir daí, aqueles que conseguem quebrar as correntes dos desejos que, de acordo com essa doutrina, é a fonte de sofrimento humano, a pessoa será capaz de atingir o Nirvana, ou seja, um estado de felicidade plena. Voltando ao Samsara, todas as pessoas estão conectadas à ele, vivendo em movimento contínuo, vivendo dramas com momentos esporádicos de felicidade, vida após vida.
Assim, cada vida nova se adapta as novas circunstâncias, como fora determinada a cada pessoa no momento de sua reencarnação, também conhecido como Karma. Naraka é uma palavra da língua sânscrito, que significa submundo ou lugar do ser humano, sendo um lugar de sofrimento.
Esse é um dos seis reinos da existência de maior sofrimento da religião budista. nascer em um Naraka é consequência direta de um karma anterior, e ali você ficará até conseguir se “redimir” e então poderá reencarnar em um mundo mais elevado. Aqueles que vivem em Naraka vivem em estado absoluto de terror, angústia e desamparo. A representação do Naraka é feita através de cavernas subterrâneas abaixo da Yambu Dwipa, que se trata do mundo terreno.

Yomi



Se trata de um submundo da antiga religião japonesa, Shinto. Literalmente, significa “primavera amarela” ou “fonte de enxofre”. É retratado como um lugar escuro, subterrâneo, separado do mundo dos vivos por um rio, o que dá a sensação de contiguidade geográfica com a Terra.
Os mortos vivem lá e podem permanecer eternamente, apodrecendo, mesmo que não haja indícios de julgamento nele. Simplesmente quando morremos passamos para essa outra fase, de morar para sempre nas sombras, independentemente de nosso comportamento.
Como é o lugar dos mortos, está associado à decomposição e a poluição, que eles chama de Kegare (significa que se estamos em contato com algo ele, devemos nos purificar com água, o elemento da liberdade eterna). Depois da introdução do budismo no Japão, Yomi se tornou uma região de Naraka.

Casa das Mentiras



É o inferno do Zoroastrismo, uma religião antiga que segue os ensinamentos do profeta Zaratustra (ou Zoroastro), entre os antigos iranianos. Existe uma polaridade de bem-mal representada por Ahura Mazda (o criador da vida, seguido por seus espíritos benéficos, ou anjos) e Angra Mainyu (um demônio destrutivo, que é seguido por daevas, espíritos demoníacos).
Depois da morte, a pessoa é conduzida por Daena (uma espécie de consciência personificada) até a ponte de Cinvat (ponte do julgamento) que é mais fina do que um fio de cabelo e mais cortante que uma espada. Se as más ações superam as boas, a ponte se inclina e a pessoa cai na Casa das Mentiras, lugar de tormento eterno.
É descrita como um lugar sujo, repugnante, onde as almas se alimentam de podridão e são torturados por causa de suas ações. Nessa religião não há o hábito de enterrar os mortos, nem na terra, nem no mar.
Isso acontece porque o corpo é considerado propriedade de Angra Mainyu, da mesma forma não podem ser incinerados porque são obra de Ahura Mazda, o bom. Sendo assim, são deixados nas chamadas “Torres de Silêncio”, para serem devoradas por animais.

Diyu



O inferno Taoísta chinês, em seu início, não existia, pois não havia a ideia de “alma imaterial”. Porém, com o cruzamento de outras religiões, o Taoísmo acabou adotando uma ideia de inferno, que é habitado por inúmeras divindades e espíritos responsáveis por punir os mais diversos pecados, o que pode se tornar realmente assustador.
Diyu significa “reino da morte”, e literalmente significa “prisão terrena”, no qual os mortos pagam por seus pecados para que possam renovar seu espírito para a próxima reencarnação. Esse lugar é uma mistura de crenças tradicionais populares chinesas sobre vidas futuras e a ideia de Naraka, como foi mencionado acima.
É descrito como um labirinto gigante que fica debaixo da terra, em diferentes níveis. A quantidade níveis existentes varia com a interpretação, alguns dizem que há três ou quatro, enquanto outros alegam ter mais de dez níveis diferentes. Cada nível é responsável por diferentes tipos de expiação, bem como suas punições, que variam de acordo com o mau que fora praticado.
Existem lendas que falam de níveis nos quais as pessoas são serradas ao meio, decapitados, forçados a subir em árvores com espinhos e folhas cortantes, jogados em trincheiras, entre tantas outras coisas. Quando a expiação se concluí Meng Po (Senhora do Esquecimento) dá a alma uma poção que apagará todas as memórias, então ela será enviada de volta ao mundo terreno para sua próxima reencarnação.

Niflheim


Este aqui vocês provavelmente conhecem… Nilflheim é o inferno de acordo com a Mitologia Nórdica, o reino da escuridão e trevas, que é cercado por uma névoa perpétua. Nele reside o dragão Nidhogg, que se alimenta dos mortos. Niflheim é o mais profundo e escuro dos nove mundos da Mitologia Nórdica.
Alguns afirmam que a Terra foi criada quando o gelo de Niflheim e o fogo de Muspelheim (reino onde habitam os gigantes de fogo e seu mestre, Surtr) se colidiram. Aqui, também, vivem os ímpios, e é a âncora da “árvore do mundo”, Yggdrasill, que é o que mantém o universo em equilíbrio.
Dizem que na parte mais obscura do gelo de Niflheim, conhecido como Hellheim, reina a Deusa Hela com seu cão Garm, quem a leva as almas e as mantém em constante dor e tortura.
Bom, mesmo depois de ver tantos conceitos, ainda acho que o inferno é aqui… e vocês?
Fonte: O verso do inverso